mecanismo

fevereiro 28, 2010 § Deixe um comentário

todos os dias quando ia dormir pensava em todas as mulheres que levaria pra cama e dizia pra si mesmo tudo o que faria com elas durante a noite toda mesmo sabendo que nunca em hipótese alguma tentaria de fato algo além das conversas que sempre o fizeram mais amante que qualquer nudez


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o sonho e a matéria

fevereiro 27, 2010 § Deixe um comentário

se não soubesse que o dedo doído é produto da sua negligência e ansiedade, diria é que do trabalho duro em busca do sonho. se não fosse também pela poeira acumulada do lado da cama, o quarto seria o estopim, a oficina, o atelier, o esconderijo das distrações dos dias normais — a boemia trazida pra dentro de casa. o corpo exalta o sucesso; barriguinha profissional, barba por fazer, amigos silenciosos e pensamentos perdidos nos prazos de validade.

/cansa mesmo essa literatura que não é literatura, essa falsa erudição que sempre vivi. o sonho é pingo no i, é bola pra dentro. — me perco é na matéria, na minha barriga que mostra como a minha palavra é o ar de um cafajeste.

fermata [ou ~tem um cheiro de chuva no meu quintal]

fevereiro 24, 2010 § Deixe um comentário


!    !

/um pouco a mais, um pouquinho a mais — além do necessário, e pouco demais pra eu poder me lembrar. hoje a chuva fincou meus sonhos no chão, dentro da lama, como essa coisa mesmo que vêm de um céu e pressiona o teto da gente pra alguma raiz que a gente não vê (mas se colocar a mão, percebe). como um quê de escondido, plantado e sem adubo, ao acaso e ao capricho, inocente, ten den ci o so. sempre. sempre. sempre. sempre.

winter classic

fevereiro 23, 2010 § Deixe um comentário

falar do tempo

do poema em

uma foto

em branco

e preto, huh

direto ao ponto

fevereiro 23, 2010 § 1 comentário

— mas eu fico dando volta quando tô nervoso

anotação pessoal da anotação alheia

fevereiro 22, 2010 § 1 comentário

anotação pessoal

algumas pessoas são bonitas

certas pessoas não

e não há nada que você possa fazer

pra mudar isso.

meu ulisses

fevereiro 22, 2010 § Deixe um comentário

tem aquele ar de não entender nada, mais pele do que carne, longe do osso, mais calado e menos grito, harmônico. ele é assim, pobre de palavra e pior de espírito, sem jeito pra poesia, com um ar de Alexandre (no seu território o sol nunca se põe), ou qualquer erro na história. ele é nosso, mas nosso que se diz à mim, e só. antítese, ambíguo, tétrico. incoerente, sempre, incorente. sem argumento, sem pensamento, rima pobre. tem o corpo fraco e vontade forte, carrega o mundo nas costas

/pois que todos os que conheceu malemal se aguentam, mesmo

Onde estou?

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