dilema ou dieta?

março 31, 2009 § 18 Comentários

“Era uma vez duas serpentes que não gostavam uma da outra. Um dia encontraram-se num caminho muito estreito e como não gostavam uma da outra devoraram-se mutuamente. Quando cada uma devorou a outra não ficou nada. Esta história tradicional demonstra que se deve amar o próximo ou então ter muito cuidado com o que se come.” 

 

    [HATHERLY, Ana[

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permanente

março 31, 2009 § 2 Comentários

“O auto-retrato. Todos os artistas que fizeram o seu auto-retrato ao longo dos tempos não foi porque se achassem particularmente belos ou interessantes mas porque assim avaliavam o seu grau de passagem. Eu escrevo o meu nome.”

 

    [HATHERLY, Ana[

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março 11, 2009 § 2 Comentários

Era uma vez um homem que tinha um cão. Quando passeava no bosque o cão trotava atrás dele. Ouvia-lhe o ruído das patas sobre as folhas o ruído de sua respiração. Um dia o cão morreu. O homem comprou outro cão. Como o anterior o novo cão trotava atrás dele. Ouvia-llhe o ruído das patas sobre as folhas o ruído da sua respiração. E lembrava-se do outro cão. Mas um dia também esse cão morreu. De novo o homem comrpou outro cão. Como os anteriores também este trotava atrás dele. Ouvia-lhe o ruído das patas sobre as folhas o ruído da sua respiração. E lembrava-se dos outros cães. Por fim não foi preciso comprar mais nenhum cão. Para onde fosse uma matilha seguia-o. Mais tarde nem era preciso já ir passear para o bosque.

 

                    [HATHERLY, Ana[

amarra-se desencontros

janeiro 13, 2009 § 1 comentário

‘Acordo de manhã cedo. A maçã da noite corre para a maçã do dia entre os dentes do espaço. Olho a formação das nuvens. O ser humano projeta para fora de si o que é excesso. O tempo faz o resto.’

 

[HATHERLY, Ana[

todos os cretenses são mentirosos e nunca deixam de mentir.

outubro 15, 2008 § 1 comentário

 

‘Era uma vez uma cidade realmente grande onde tinha sido instaurada a dignidade do suicídio. Em clínicas especializadas dispositivos de prata distribuíam cápsulas transparentes que os candidatos tomavam para depois de embalados atingirem o passamento aventurado. Essas cápsulas chamavam-se obliviantes e nelas desapareciam os obliviados a quem todos se referiam com reverência. Mas era preciso merecer a morte obliviosa pois nem todos tinham o direito de morrer.’

                                                                                      [HATHERLY, Ana[

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