fantasia

junho 30, 2010 § 4 Comentários

em silêncio,

cilêncio,

silênsio,

cilênsio,

— tanto faz.

/do jeito que você quiser, faz do jeito que você quiser.

um pouco de maldade

junho 11, 2010 § 2 Comentários

um pouco rígido, sim sim,

tudo que sei, tudo que sei

é um pouco mais de repetição

de tédio,

de canalha

do que vontade propriamente dita

The Fate

junho 7, 2010 § Deixe um comentário

(for Anne-Marie Stretter)

Standing on the youthhold I saw a shooting star
And knew it predestined encounter with the sole love
But that comet crashed into the earth so hard
Tilted its axis a little bit not much just enough
To make me miss meeting her by one or two yards.

[KNOTT, Bill[

hoje é daqueles dias

junho 5, 2010 § 4 Comentários

você quer sentar e escrever, mas você nunca escreve. pensa que pode ser poeta, fazer um best-seller ou um digno de coluna de revista. mas aí você cansa antes de terminar o primeiro parágrafo e pensa: “pô, vou fazer minimalista”. mas o seu minimalista tem palavras de mais com sentido de menos, você perde a paciência rapidinho. desiste do papel e da caneta, resolve desenhar. caneta bic, bloco de papel (porquê você é marginal, porquê gosta da cara das coisas como esboço — mas isso não tem nada a ver com a sua preguiça, claro), você vai é radicalizar. na primeira curva do papel você suspira, olha a obra-prima. meio caidinha, é verdade, mas é a tendência. você está ali pra romper paradigmas, pra entrar pra história. não demora muito e você joga pro canto a sua vida de vanguarda e vai atrás do violão.

/como não tem nenhum em casa, você faz um blog.

hã?

junho 2, 2010 § 2 Comentários

coloca todos os chocolates que quer comer de uma vez na boca porque gosta do enjôo que vem com tanto açúcar junto

/parece romance de auto-ajuda

a cara de um,

junho 1, 2010 § Deixe um comentário

— a foto que vi não gostei não, era sua, eu sei, mas logo eu que sempre achei que tudo que viesse de você me tocaria bonito, me jogaria pra escanteio. mas nem. eu não sei como dizer outra coisa, além de não gostei, de que você me preocupa, de que teu tenho sim um carinho que vira descarinho porque eu já não me importo tanto assim. eu sempre vi você com olhos que não eram meus. no fim, o seu mundo era tão maior pra mim que você era insuficiente. huh, mas é engraçado porque quem vê acha que eu to falando de amor aqui, de sexo e desejo, mas não, não é. a gente nem esteve perto disso, a gente nem nunca quis. nunquinha.

— peraí, nunquinha não.

Onde estou?

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