so,

março 3, 2012 § Deixe um comentário

[…]

Lady lights a cigarette, puffs away, no regret 
Takes a look around, no regrets, no regrets 

Stretches out like branches of a poplar tree 
She says, i’m free 
Sings so soft as if she’ll break, says 
I can sing this song so blue 
That you will cry in spite of you 
Little wet tears on your baby’s shoulder 
Little wet tears on your baby’s shoulder […]

 

asterístico

janeiro 6, 2012 § Deixe um comentário

um dia assim foi vindo suor

e desceu, desceu

deu uma tremedeira,

deu nem tempo de pensar num rumo

daí esqueci

 

um dia não

dois

manhã de sol com azulejos [mais chico alvim]

agosto 29, 2011 § Deixe um comentário

Tudo se veste da cor de teu vestido azul

Tudo — menos a dona do vestido:

meus olhos te passeiam nua

pela grama do campo de golfe

 

Uma curva e ei-nos diante de meu coração

 

Não amiga

não temas;

meu coração é apenas um chapéu surrado

que humildemente

estendo

para colher um pouco da tua graça distraída

de teu dia

[ALVIM, Francisco[

antes de dormir

junho 12, 2011 § 1 comentário

por tanto querer segurar consigo acabou deixando pelo caminho

 

/.

das coisas que a gente gosta [muito]

junho 1, 2011 § Deixe um comentário

 

minha querida Sophia desmontava hoje alguns teclados velhos, um carrinho de controle remoto, um barbeador elétrico e outros equipamentos eletrônicos que não fui capaz de identificar

pra fazer um aquecedor.

 

 

/isso sim é poesia

 

 

 

 

da insistência

maio 8, 2011 § 3 Comentários

tentando por ordem na bagunça que você me fez.

tentando arrumar a bagunça que você deixou aqui.

tentando por ordem na bagunça que você deixou. aqui,

tentando arrumar a bagunça que você me fez

os olhos têm [a medida de tudo]

fevereiro 27, 2011 § 1 comentário

é aquela coisa: se você sabe o tamanho do caminho muitas vezes não consegue terminar (é sempre muito longo). se não sabe, também não continua porque tem medo do risco.

daí a gente tem o poema, a poesia, o filme, a música, a foto que a gente posta na internet pra poder dizer por meio de outros que você é do seu único jeito e que ninguém mais é como você. a preguiça é tão igual que a gente inventa a obrigação pra poder mexer na vida.

 

/mas não mexe demais, meu filho. depois cê não vai lembrar onde é que colocou

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