dilema ou dieta?

março 31, 2009 § 18 Comentários

“Era uma vez duas serpentes que não gostavam uma da outra. Um dia encontraram-se num caminho muito estreito e como não gostavam uma da outra devoraram-se mutuamente. Quando cada uma devorou a outra não ficou nada. Esta história tradicional demonstra que se deve amar o próximo ou então ter muito cuidado com o que se come.” 

 

    [HATHERLY, Ana[

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O que foi dele?

março 31, 2009 § 9 Comentários

Nós não brigávamos

Combinávamos demais

 

    [ALVIM, Francisco[

permanente

março 31, 2009 § 2 Comentários

“O auto-retrato. Todos os artistas que fizeram o seu auto-retrato ao longo dos tempos não foi porque se achassem particularmente belos ou interessantes mas porque assim avaliavam o seu grau de passagem. Eu escrevo o meu nome.”

 

    [HATHERLY, Ana[

recorte do dia-à-dia

março 30, 2009 § 7 Comentários

Não permita que fracassos o influenciem, e confiante, aguarde o momento propício.” – biscoito da sorte

 

 

achei pertinente.

esse é pra você [as horas]

março 30, 2009 § 12 Comentários

esperar por uma conversa na qual você já sabe tudo o que dizer, há propósito? temos o óbvio; fingimos não ver, desde o começo. tudo

Leopoldo

março 30, 2009 § 2 Comentários

Minha namorada cocainômana

me procura nas madrugadas

para dizer que me ama

Fico olhando as olheiras dela

(tão escuras quanto a noite lá fora)

onde escondo minha paixão

Quando nos amamos

peço que me bata

me maltrate fundo

pois amo demais o meu amor

e as manhãs empalidecem rápido

 

      [ALVIM, Francisco[

fantasmas que mudam de dono

março 30, 2009 § Deixe um comentário

“eu a traí pois só queria desejá-la, ter a chance de achá-la atraente, fisicamente atraente em cada minúcia natural ou industrial, queria dar uma alma e não um nome, um caráter a cada detalhe mas sem uni-los num corpo completo e funcional, sem achar equivalência entre o sopro de minha boca e o nó que carrego no peito, no topo do meu estômago, essa vontade de cantar e vomitar ao mesmo tempo, queria achar os pedaços do que comi (pelos olhos, não pela boca, minha refeição se dá sempre pelos olhos) preservados no sopro de palavras que escapa de mim a cada instante, queria gostar de alguma coisa neutra, como um pão sem gosto envolvendo a maravilha minuciosa que perco minuciosamente, uma coisa neutra que torna contínua a desastrada euforia, deprimindo-a num batimento mais constante e previsível, mas que para mim já bastava, entenda, bastava se me fosse oferecida, mas como acreditar se eu já sabia que antes de anoitecer eu seria expulso e o pão sem gosto para mim seria amargo, seria doce, mas sempre excessivamente saboroso?”

   

     [RAMOS, Nuno[

Onde estou?

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