dewy sunday morning

fevereiro 27, 2011 § Deixe um comentário

uma idéia espontânea é uma idéia que você colocou num jarro pra ver se brota?

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Bar do Escritor

maio 19, 2010 § Deixe um comentário

confiram aqui.

não vou nem comentar, porque não tem como.

tem que entrar lá pra ver!

sobre tentar a narrativa

março 22, 2010 § 1 comentário

começou pela caneta, pelo cheiro do chá — que devia ser verde, ou erva mate, não sei — mas tinha gelo. foi para o humor, a cidade, a correria. parou no colégio da infância e foi direto pra sala do diretor. sobrou-se nas risadas, teve um gole d’água e a casa da namoradinha. veio àquela chuva com a camisa nova no dia da festa supermassa e na hora lembrou da música da menina.

/o mais difícil foi a volta a pé

serra da boa esperança

março 12, 2010 § 1 comentário

lava a calçada com precisão cirúrgica. explico: gosta de que quem pede passagem pela rua ou nem avisa mesmo tenha um chão novo pra pisar — como quem tenta dar pro mundo algum sonho, mesmo alguma coisa de nova, de lúdica. o sabão mistura com o tempo e o passado incorporado no cimento, no azulejo, na alegoria do portão, deixando na sua cabeça a idéia de missão cumprida. quem escolher passar por ali deixará sempre uma marca nova, com seus pés de barro, por pouco tempo, mas sempre muito forte.

/ele não procura duração, procura profundidade. gosta do breve que marca, não do tempo que fica.

ofício

março 8, 2010 § 1 comentário

de tudo que tem do mundo, tem pra se mostrar, pra se dar, pra se criar e não se ter. de tudo que se faz pro mundo, faz pra outro, disfarça do criador, toma-lhe a vida antes de nascer, já quando se pensa, direto, diretíssimo. de tudo que se tem quando chega, é sim pra ir embora, pro encontro no adeus, pro ficar na praia enquanto o barco vai — e quantas vezes não afunda bem ali na nossa frente; pois é

difícil ofício

de meu pobre

pingo

piegas

a raiz

março 4, 2010 § 1 comentário

tinha na cabeça a idéia de que o que era modelo não tinha paixão, não tinha libido, não sentia ódio. aquele clichezão mesmo de mundo perfeito e ideal utópico. todas as mulheres eram além — tratava o sexo como alguma coisa de bibelô, de porcelana, de cuidado; pra que quando encontrasse com alguma das milhares amigas pudesse gozar com força, com ódio e fúria, no limite da dor de tanto prazer. o outro lado do par romântico tinha sempre aquele status de impossível, de objetivo, de doar-se completamente.

/huh, mas que sexo aquele, medido e metrificado, colocando o selvagem do lado e ficando com a flor. esse parágrafo não tem objetivo; só insights.

o sonho e a matéria

fevereiro 27, 2010 § Deixe um comentário

se não soubesse que o dedo doído é produto da sua negligência e ansiedade, diria é que do trabalho duro em busca do sonho. se não fosse também pela poeira acumulada do lado da cama, o quarto seria o estopim, a oficina, o atelier, o esconderijo das distrações dos dias normais — a boemia trazida pra dentro de casa. o corpo exalta o sucesso; barriguinha profissional, barba por fazer, amigos silenciosos e pensamentos perdidos nos prazos de validade.

/cansa mesmo essa literatura que não é literatura, essa falsa erudição que sempre vivi. o sonho é pingo no i, é bola pra dentro. — me perco é na matéria, na minha barriga que mostra como a minha palavra é o ar de um cafajeste.

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