no fundo

fevereiro 29, 2012 § Deixe um comentário

não, não tem nada

nem um arzinho?

de tico?

 

nada.

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antes de dormir

junho 12, 2011 § 1 comentário

por tanto querer segurar consigo acabou deixando pelo caminho

 

/.

os olhos têm [a medida de tudo]

fevereiro 27, 2011 § 1 comentário

é aquela coisa: se você sabe o tamanho do caminho muitas vezes não consegue terminar (é sempre muito longo). se não sabe, também não continua porque tem medo do risco.

daí a gente tem o poema, a poesia, o filme, a música, a foto que a gente posta na internet pra poder dizer por meio de outros que você é do seu único jeito e que ninguém mais é como você. a preguiça é tão igual que a gente inventa a obrigação pra poder mexer na vida.

 

/mas não mexe demais, meu filho. depois cê não vai lembrar onde é que colocou

hoje é daqueles dias

junho 5, 2010 § 4 Comentários

você quer sentar e escrever, mas você nunca escreve. pensa que pode ser poeta, fazer um best-seller ou um digno de coluna de revista. mas aí você cansa antes de terminar o primeiro parágrafo e pensa: “pô, vou fazer minimalista”. mas o seu minimalista tem palavras de mais com sentido de menos, você perde a paciência rapidinho. desiste do papel e da caneta, resolve desenhar. caneta bic, bloco de papel (porquê você é marginal, porquê gosta da cara das coisas como esboço — mas isso não tem nada a ver com a sua preguiça, claro), você vai é radicalizar. na primeira curva do papel você suspira, olha a obra-prima. meio caidinha, é verdade, mas é a tendência. você está ali pra romper paradigmas, pra entrar pra história. não demora muito e você joga pro canto a sua vida de vanguarda e vai atrás do violão.

/como não tem nenhum em casa, você faz um blog.

a cara de um,

junho 1, 2010 § Deixe um comentário

— a foto que vi não gostei não, era sua, eu sei, mas logo eu que sempre achei que tudo que viesse de você me tocaria bonito, me jogaria pra escanteio. mas nem. eu não sei como dizer outra coisa, além de não gostei, de que você me preocupa, de que teu tenho sim um carinho que vira descarinho porque eu já não me importo tanto assim. eu sempre vi você com olhos que não eram meus. no fim, o seu mundo era tão maior pra mim que você era insuficiente. huh, mas é engraçado porque quem vê acha que eu to falando de amor aqui, de sexo e desejo, mas não, não é. a gente nem esteve perto disso, a gente nem nunca quis. nunquinha.

— peraí, nunquinha não.

a massa e o cimento

maio 30, 2010 § 2 Comentários

juntava um pouco aqui, outro ali, amontoava, retirava, orientava, reconstruía. considerava tudo que fazia ‘ostinato’ visual: a construção de uma casa e suas repetições.

“todo conhecimento da intimidade das coisas é imediatamente um poema.” — mas não lembra onde foi que viu, talvez no curso técnico, faculdade pra ele só a busca pelo arroz e feijão, ou arroz e ovo, já que de feijão nunca gostou desde criancinha. era o melhor da sua área, assim como todos os outros, como todos os outros.

pensava que era um poeta, um mestre, — mestre de obras e daí — mas um mestre mesmo assim

/bom, a julgar pelo dinheiro que ganhou pelo trabalho, sempre foi mesmo um artista

meia madrugada

maio 29, 2010 § 2 Comentários

escuta pacientemente tudo aquilo que vem da rua, pela metade,

escuta e esquece,

escuta e esquece

escuta

e esquece pra não ter de escutar mais,

nem com sono, nem de pé, no meio.

/como na vida

Onde estou?

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