o sonho e a matéria

fevereiro 27, 2010 § Deixe um comentário

se não soubesse que o dedo doído é produto da sua negligência e ansiedade, diria é que do trabalho duro em busca do sonho. se não fosse também pela poeira acumulada do lado da cama, o quarto seria o estopim, a oficina, o atelier, o esconderijo das distrações dos dias normais — a boemia trazida pra dentro de casa. o corpo exalta o sucesso; barriguinha profissional, barba por fazer, amigos silenciosos e pensamentos perdidos nos prazos de validade.

/cansa mesmo essa literatura que não é literatura, essa falsa erudição que sempre vivi. o sonho é pingo no i, é bola pra dentro. — me perco é na matéria, na minha barriga que mostra como a minha palavra é o ar de um cafajeste.

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