sem violinos

março 6, 2012 § 1 comentário

Eu inventei um cheiro bom pra tua pele

e fico gostando dele de longe.

Meu olho estacionado.

Vontade de lamber teu ombro.

Cansar a tua beleza

até que ela seja minha.

 

[KLEJNBERG, Michel[

 

 

//pra você que diz que esqueço “tudo de relevante”.

Por tudo o que não foi

fevereiro 10, 2009 § Deixe um comentário

Ela chegou vestida de prata e com o cabelo preso, ocupando toda a festa no meu pensamento.

Os senhores vão me ouvindo: – Bonito é um dia de sol, é a gente gostar; aquilo era Helena.

Ali, eu vendia meus irmãos.

 

Eu não disse nada.

Um olhar insuficiente e eu não disse nada.

 

[KLEJNBERG, Michel[

Equilíbrio

janeiro 15, 2009 § Deixe um comentário

Se eu me equilibro entre dois mundos é velho
                                        que nem o tempo,
então eu sou velho que nem o tempo.
Eu me equilibro entre dois mundos.
Tem um muro alto que separa o aqui dali. Eu
                                        moro nesse muro.
Dormir é o mais difícil porque ele é um pouco
               desconfortável e dói-se nas costas.
Se alguém lá de baixo por acaso me vê, fica
                                                 pensando:
“Se tem dois mundos que é pra viver e um muro
                                       que é pra separar
Por que que aquele ali mora no muro?”
Essa é uma boa pergunta.

                                    [KLEJNBERG, Michel[

Um poema sobre as infinitas formas de amar

outubro 27, 2008 § 1 comentário

 

 

– Deita.

 

         [KLEJNBERG, Michel[

Má notícia

outubro 2, 2008 § 2 Comentários

 

Ou você bota ovo

Ou você morre novo

                   [KLEJNBERG, Michel[

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