asterístico

janeiro 6, 2012 § Deixe um comentário

um dia assim foi vindo suor

e desceu, desceu

deu uma tremedeira,

deu nem tempo de pensar num rumo

daí esqueci

 

um dia não

dois

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da insistência

maio 8, 2011 § 3 Comentários

tentando por ordem na bagunça que você me fez.

tentando arrumar a bagunça que você deixou aqui.

tentando por ordem na bagunça que você deixou. aqui,

tentando arrumar a bagunça que você me fez

‘eu to por aqui…

fevereiro 6, 2011 § 1 comentário

…qualquer coisa você fala comigo’.

/silêncio, vontade e o pensamento de que se há alguma certeza pra ele, é ela.

não, não tenho nada

outubro 19, 2009 § 2 Comentários

— só um pouco de carinho guardado, uma cerveja gelada e mais algumas frases que ficaram por aqui depois que ela se foi.

— ah, vá; nem começa

um pouco de unha roída, de uma ausência forçada e de uma dor que não existe — de fato, nem existe — apenas pelo esporte de se lamentar por alguma coisa qualquer, tudo tudo tudo tem mais graça nas sagas dos heróis.

/e ninguém nunca tem nada mais a dizer.

do ar condicionado

setembro 18, 2009 § Deixe um comentário

de uma coisa tão tão mecânica que já é mais natural do que a mais-natural-das-coisas; uma impressão de algo meio invísivel — mas com controle remoto.

/um ciclo vicioso que deixa a gente sem norte, só com sul

então não dá pra escolher?

setembro 10, 2009 § Deixe um comentário

– eu queria aquele molho especial de vocês, coloca ainda umas torradinhas no canto (não consigo comer sem pão), se puder fritar um bife malpassado eu agradeço. mas  ah, o arroz dá pra trocar por arroz-à-grega? porque seria ótimo. gostaria também de brócolis cozido no alho e óleo – (alhóleo), umas polentas e farofa pra acompanhar – mas não frita demais, porque senão ficam todas pretas. e deixa ver… ah, sim, sem feijão, hoje não estou muito bem pra comer essas coisas tão pesadas.

– senhor, nós só temos pratofeito.

ode ao papel gay [ou à saudade]

novembro 9, 2008 § 2 Comentários

Suicídio

 

É preciso antes de tudo
a solidão.
Indispensável também que
se tenha certeza de não haver certeza alguma.

Deixar de ser pouco a pouco o que não fomos,
e a começar a existir, apenas.

Estar perfeitamente senhor de nossas idéias,
mas que não sejam idéias novas,
com o que muito nos preocuparíamos.

Depois iremos talvez a uma praia
onde simplesmente existam
mar e areia,
para que não se imagine muita coisa.

E depois disso tudo,
deixar-se estar, absolutamente nulo,
contemplando talvez a própria mão,
admirando suas formas concretas.
E então fechar lentamente os olhos,
e adormecer.

 

            [FILHO, Paulo Ramos[

Onde estou?

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