[2]

junho 25, 2009 § 2 Comentários

Perder a fé no mundo, pode até ser, ganhar a confiança de alguém, “nossa, nada a ver. Por favor, atenha-se ao texto”. Não é pela falta de ninguém, também não é pela presença. Há dias em que o sonho aparece, tem outros que ele não se mostra de jeito nenhum, a lembrança torna-se um pedaço de carne morto que só deixa o cheiro, a gente só sabe que esteve ali.

E é mesmo por parágrafos curtos, dá pra ler o quanto quiser, na ordem que quiser. O mundo configura tudo desta forma mesmo, ao mesmo tempo, de uma vez, mas em blocos, em motivos, em linhas tênues que estabelecem de uma vez por todas as relações que existem e que não existem – o que não as torna mentiras. São coisas que têm o seu valor só por sugerir a possibilidade da verdade. A omissão fica fora de tudo. A omissão sugere que não há importância ou há medo demais para se relacionar com algo de sincero, com algo que – o que quer que seja – traga aquela ferida aberta e o gosto de pus, tão tão familiar. É preciso a coisa de frente. E de lado. A gente só precisa ter a coisa ali, à vista.

/ continua […]

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