carta à um ateu.

junho 3, 2009 § 2 Comentários

pode ser que numa madrugada vazia dessas duas pessoas trombem por aí. pode ser que nessa mesma madrugada três pessoas trombem por aí. pode ser que nessa madrugada tão famosa, mas tão famosa, inúmeras pessoas se trombem, e quanto mais pessoas trombem umas nas outras, mais vontade elas têm de passar essa experiência adiante. um dia, de cansaço, todos cairiam, inertes, sem fôlego, sem alimento pra sustentar suas pernas finas e suas mentiras tão bem organizadas. cairiam de tédio, de prazer, de raiva, de sentido, de poder, de rebeldia. o único som que se ouviria seria o de suas cabeças ao chão e o dos suspiros aliviados pelo final de tal atividade. não haveriam muitos mundos, só aquele, em comunhão de dor, de potência, de mudez. não se trocariam palavras, nem poemas, nem programas, nem músicas – só a experiência de não ser uma salada de credos e caprichos cobrindo caprichos, engordurando com ideais extremos o sabor daquela coisa tão honesta. tão honesta que de tanta verdade, morreríamos loucos. nem felizes nem tristes, loucos. loucos e cientes.

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