o ralo

abril 14, 2009 § 4 Comentários

doem unhas mal roídas. 

ou tão bem roídas que a dor que vem delas é realmente profissional. unhas que têm tudo aquilo de palavra que uma vez já quisemos colocar em verbos, no papel ou na parede. doem, e com elas dói insônia: uma noite tão meticulosamente não-dormida que o dia nasce já com tons de cinza, como se materializassem os sonhos na terra.

/os restos de unhas fazem um desenho serial no chão, a tesoura impõe limites por não ser mais usada e o sangue faz a poesia, a única coisa de vida que percorre estas coisas mortas em mim e pelo chão.

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