preto é branco

março 25, 2009 § 3 Comentários

começam dias corridos no meio de lugar nenhum que te empurram com a barriga e te fazem pensar nas obsessões que você tem quando chega em casa para descansar.

o que tinhamos como companhia durante tempos hoje é só um rastro manco de história e saudade que vemos andar por lugares que não acompanhamos mais, caminhos completamente avessos e nada como nós. mas a gente põe o pé no chão, a mão na enxada e fica ali, parado, em posição de sentido dizendo ‘eu não abro mão de você, não disso’; e a companhia ri, acha uma graça inocente mas vira as costas quando não olhamos para beber de outros vinhos, satisfazer-se de outros banquetes. e gostamos do equívoco, gostamos deste jeito malandro de não dizer que não existe mais companhia, jeito de contar em segredo que já somos outra coisa, com forma e gosto um tanto diferentes – uma coisa que ainda não sabemos o que é mas que definitivamente não gostamos, dando o aval para gregos e troianos perderem-se em outros mundos e enxugar a culpa por entre lágrimas tímidas e onipresentes – , eternamente equivocados, mas acomodados o suficiente para se convencer de que o que fazemos então é seguir com nossa vida quando não se tem mais por onde ir.

 

/a gente entende o que é paradoxo quando tenta errar e consegue.

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