ao romance

março 22, 2009 § 7 Comentários

foi como se eu tivesse ido ao inferno pra te buscar; sabia que não daria certo, que você não se moveria, quem diria eu.

é tão bom pra você ficar assim e tão bom pra mim ficar distante, que é como se tudo fizesse sentido ao não se misturar, como se nada fizesse parte de nada, como se existisse isso. os domingos já têm jeito de dor, jeito de uma coisa na garganta que não deixa a gente dormir – e acabamos por não ter nem vontade de dormir, a gente gosta de sentir essa coisa assim, presa na garganta pra mostrar pro próximo ‘você’ que a gente encontrar por aí que ‘tudo bem, já sabemos como são as coisas’. aí então os sonhos perdem a graça, as bebidas e o cigarro já não tem o mesmo gosto, a cama já não é a mesma sem  o cheiro-à-dois mas ninguém se importa mais, afinal, ‘vem o primeiro, depois o segundo, as coisas não acabam comigo ou com você’. e é assim que tudo fica bonito, acho. é pela ausência de dois que a gente se deixa invadir por aquela coisa do tipo tempestade, que não pensa, que não fica parado, que é impulsiva e desesperada, capaz de milhões de juras e de fazer esquecer tudo o que passou. e é por aí que a gente ama, pela ausência.

 

/esse cheiro de volta é como se não tivesse jamais partido.

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