outono

março 18, 2009 § 1 comentário

hoje fica o cheiro na mão depois de um dia de enxada; ainda assim, por mais que se queira o sertanejo lamenta a vida sofrida, sem pensar que o que planta ele tem direito a comer – a vida por outras gramas sempre é mais interessante, o sol não é o mesmo do lado de cá. 

um dia com nuvens, com mato e argila fresca, no ponto de começar. o bonito de se pensar simples é ver no calo o esforço e a resposta, nos calos a gente não tem aquela coisa de dor, de perda; ninguém olha pro calo pra pensar no adeus.  o calo é aquilo que fica entre a mão doce e o pesado da labuta, é aquela coisa pouco corpórea que faz a gente ver os entremeios de um esforço ou de uma coisa que a gente ainda não vê por completo. o calo lembra a gente que no fundo, no fundo, tudo é meio de caminho de algum lugar, tudo é meio por completo.

 

aí a gente ri, acha graça, e se permite uma ou outra dose pra esquecer que essa busca não sabe seu começo nem seu fim; que ela também está na sua metade pra se tornar de fato,   busca.

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§ Uma Resposta para outono

  • nágila disse:

    a busca é eterna tanto para aqueles que ainda não acharam quanto para aqueles que acharam mas não sabem, ou apenas supõem que ela ainda não terminou.

    quando começa?

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