enquanto tudo

março 17, 2009 § 3 Comentários

e veio a onda, com ela o som, com ela tudo aquilo que ela carrega. 

viveu-se tudo que era fato, e nem tem sonho. nem tem mais a concha ou os desenhos na areia; não tem também aquela coisa vazia que a gente sente quando não anda nos melhores dias, nem a falta de interesse pela mais interessante das pessoas interessantes. toda aquela coisa que a gente repete sempre, de fábula, de drama por ‘aquele que não ama’ e diz que não se sente, fica por aí sem sentido, andando pra lá e pra cá, até achar alguém que lhe convém. acho que é bonito, essa coisa característica assim, de sintonia, de ‘sanguessuga’, do tipo ‘fico por aqui até a hora que tudo isso não me servir mais’. mas a gente sempre volta, como a tal da onda mesmo, e a gente marca o chão e leva coisas embora, sempre trazendo um souvenir ou outro, uma bronca ou um beijinho, olhando pro céu e escutando tudo aquilo que tem em volta, tendo o vento como confidente e o sol como juízo. 

 

/hoje a areia parecia mais fina, tão fina que passou sem sequer tocar em mim

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