carta do adeus [ou sobre café e cigarros]

março 8, 2009 § Deixe um comentário

o adeus que tanto se ensaiou, hoje vira concreto. e esse cheiro de volta e reparação é igual agora como se não tivesse jamais saído. momentos de felicidade,  de céu e inferno, de gota e tempestade; o silêncio marcado que faz a gente pensar que nada disso acaba do jeito que a gente teme. as fábulas são assim, feitas dessa matéria viscosa e fedorenta que impregna na boca, no cabelo, no rosto, no suor, nas pernas enroscadas e nas falsas leituras e literaturas. hoje sepulta-se o infindo, este corpo mal-definido, sem cor e sem significado, mas que ainda assim deixa transparecer algo de sincero e sofrido; não se tem um bom enredo sem o “quê” de dor.

“depois do sol vem o dilúvio”, mas não, não seria ao contrário? eu sei lá, mas é o tédio que nos une, a indiferença aproxima e o sentido a gente nem sabe mais o que é.

\hoje eu acordei confuso.

Anúncios

Marcado:, , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento carta do adeus [ou sobre café e cigarros] no Manter em cárceres privados..

Meta

%d blogueiros gostam disto: