os próprios olhos tecem as próprias poesias

março 4, 2009 § Deixe um comentário

digita-se textos, e ainda.

parece que não acaba nunca, fornicação mental,e são daqueles textos que deveriam falar de tudo que vêm à cabeça; não só o que convém. “mas convém escrever isso” – tá legal,a amizade acaba pelo menos por enquanto, enquanto isso digita-se textos que vão do ralo até o teto, com um pouco de algo colorido que derrama e espalha por toda sala. “mas assim formam imagens” – você me diz, é eu sei, formam sim, mas o texto é imagem e imagem é texto, na verdade, um texto não precisa de palavras e quer saber?, acho que eu nem estava falando de textos desses que a gente compra na livraria ou na banca de jornal e a gente lê aquelas coisinhas codificadas e tudo e tal; acho que estava falando dessas coisas que vêm de repente como um suspiro e a gente presta aquela atenção merecida. pode ser que eu nem esteja falando também disso, pode ser que eu seja escravo desse texto que se digita, tipo a putinha – com todo o respeito; mas antes fosse, porque daí eu receberia alguma coisa. digita-se textos, mas daqueles que não são de romance ou suspense, que não tem a ver com política ou causas sociais, porque daí teria função. digita-se textos que não servem pra coisa nenhuma, e que talvez tenham alguma coisa que os valha, mas acho que texto serve pra isso mesmo, pra dar nó.

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