ode ao papel gay [ou à saudade]

novembro 9, 2008 § 2 Comentários

Suicídio

 

É preciso antes de tudo
a solidão.
Indispensável também que
se tenha certeza de não haver certeza alguma.

Deixar de ser pouco a pouco o que não fomos,
e a começar a existir, apenas.

Estar perfeitamente senhor de nossas idéias,
mas que não sejam idéias novas,
com o que muito nos preocuparíamos.

Depois iremos talvez a uma praia
onde simplesmente existam
mar e areia,
para que não se imagine muita coisa.

E depois disso tudo,
deixar-se estar, absolutamente nulo,
contemplando talvez a própria mão,
admirando suas formas concretas.
E então fechar lentamente os olhos,
e adormecer.

 

            [FILHO, Paulo Ramos[

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