o único menino vivo de nova iorque
abril 22nd, 2009 § 5 Comentários
dizem que pra ser homem de verdade, a gente faz que nem a música: levanta, sacode, dá a volta. dizem que homem que é homem, arranja meios pra vencer a dor. então temos uma guerra santa que finge o que não vê, que se esquece também do lado que pra ser homem de verdade é preciso deixar que essa mesma dor se aloje no peito e fique ali sem pagar aluguel, ao deus dará, tendo tudo que lhe convém. a gente se esquece que em grande parte dos casos, é preciso se deixar vencer e aguentar alguma dor, por menor que seja, pra que possamos conviver com alguma coisa além de nós mesmos, com alguma coisa do mundo e que temos que engolir. com alguma coisa de sincera e honesta, pelo menos uma vez na vida, nunca sabendo onde é que tudo aquilo vai parar.
/metade do tempo estamos indo e só não sabemos pra onde. [créditos a Simon&Garfunkel]
Coneço essa música, ela é bárbara, bom gosto.
é eu adoro!
Não conhecia essa música, fui buscar a letra e gostei! Bom, em geral gosto de Simon&Garfunkel. Quando li o texto e vi os créditos no final, lembrei de outra música deles – The sounds of silence. Não me pergunte por quê! E também acho que a dor faz parte de estar vivo. Às vezes penso que, se você não sofreu, não sentiu dor ou frio, é porque só ficou na superfície, distante – isso é culpa do seu texto profundo, que está me fazendo tagarelar e filosofar!
E isto nem é uma parábola.
e nem é uma parábola…